Iluminar melhor a cidade, reduzir desperdícios e permitir que a população acompanhe os resultados. Esses são os principais objetivos da proposta apresentada pelo vereador Ademar Costa para iniciar uma transição energética na rede de iluminação pública de Colombo.
A iniciativa começou com a Indicação nº 367/2026, protocolada em 10 de abril de 2026 sob o nº 24312. O documento solicita que a Prefeitura implemente uma política municipal voltada à eficiência energética, ao uso de energia solar fotovoltaica e ao monitoramento digital da iluminação pública.
Na mesma data, Ademar Costa protocolou, sob o nº 24313, um Projeto de Lei do Legislativo estabelecendo diretrizes permanentes para essa transição.
Energia limpa nos espaços públicos
A proposta poderá alcançar ruas, praças, parques, viadutos, semáforos, áreas de lazer e outros espaços públicos municipais.
Entre as principais diretrizes estão:
- Utilização preferencial de energia solar fotovoltaica;
- Emprego de células solares de alta eficiência;
- Armazenamento de energia em baterias;
- Destinação ambientalmente adequada dos equipamentos;
- Logística reversa de baterias e componentes eletrônicos;
- Monitoramento remoto dos pontos de iluminação;
- Identificação automática de falhas e necessidades de manutenção;
- Controle da intensidade luminosa e do consumo de energia.
A implantação poderá ser gradual, priorizando regiões mais populosas e socialmente vulneráveis, parques municipais, áreas de preservação ambiental e a Macrozona da Cidade Industrial Tecnológica de Colombo — CICOL_TEC.
Iluminação pública acompanhada em tempo real
Um dos principais avanços da proposta é a implantação da telegestão, tecnologia que permite monitorar remotamente cada ponto de iluminação.
Com esse sistema, a Prefeitura poderá identificar lâmpadas apagadas, falhas nos equipamentos, consumo de energia e necessidades de manutenção com maior rapidez.
O projeto também estabelece como diretriz a divulgação dessas informações no Portal da Transparência, permitindo que a população acompanhe dados sobre geração de energia, custos, manutenções e funcionamento da rede.
Economia que poderá chegar ao contribuinte
A utilização da energia solar tem potencial para reduzir despesas com eletricidade e manutenção. Caso essa economia seja comprovada por estudos técnicos, o projeto prevê a possibilidade de revisão da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública COSIP para consumidores residenciais de baixa renda, sem aumento da cobrança para os demais contribuintes.
A proposta também autoriza a regulamentação do IPTU Ecológico, com redução de até 10% no valor anual do imposto, por até cinco exercícios, para empreendimentos e edificações que adotarem sistemas de energia limpa e contribuírem para a eficiência energética municipal, conforme critérios técnicos e regulamentação específica.
Tecnologia com acessibilidade
Os novos projetos deverão considerar níveis adequados de luminosidade para garantir mais segurança e autonomia às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Além de modernizar a infraestrutura, a iniciativa busca assegurar que ruas, praças e parques sejam espaços mais seguros, acessíveis e bem iluminados para todos.
Energia solar na iluminação pública não representa apenas uma mudança tecnológica. É uma oportunidade de economizar recursos, ampliar a transparência e preparar Colombo para um futuro mais sustentável.
A Câmara Municipal também publicou informações sobre a iniciativa em seu portal oficial.

